quinta-feira, 29 de março de 2007

SOTURNO

Soturno,
Vago à noite, sem rumo.
Notívago,
Vampiro das alegrias alheias,
Alcanço
O nada e me esvazio
Enquanto se esvai a alma,
A calma...
A palma da mão dá início
À palavra morte.

Soturno,
Vago à noite, sem rumo.
Disco avoado
Em rota de autocolisão.
Um deus sem anjos,
Coliseu sem lutas;
A felicidade é uma puta
Que eu não posso pagar.
Apago a lua com minhas lágrimas,
Bebo meu sal e minha cachaça.
Um bufão tristonho,
Um histrião sem graça.

E, só de pirraça,
Soturno,
Vago à noite, sem rumo.

3 comentários:

Bruno disse...

Nossa mto bom esse texto. Carregado de solidão e ao mesmo tempo uma certa comicidade trágica. Um tipo de goticismo. Gostei principalmente da parte "a felicidade é uma puta que não se pode pegar". Esse texto,óbvio, só poderia ter partido do meu amigo/gênio marco Valadares! DOMO GOSAIMACHTA!

Anônimo disse...

Ve enxergei nestas linhas...atualmente sou e estou assim...soturna.
Parabéns pelo texto
Márcia (Natal-RN)

Bell disse...

Lendo com os olhos da alma..só assim para dar devido valor aquilo que vc escreve!

Beijo..